Hérnia inguinal: Tudo que você precisa saber sobre a cirurgia

Dra. Beatriz Azevedo • 17 de fevereiro de 2023

Com os avanços significativos da medicina nos últimos anos, a cirurgia de hérnia inguinal se tornou simples, moderna e rápida


Se você foi diagnosticado com essa condição, o primeiro passo é procurar saber mais sobre a doença e a sua operação. Assim, você perceberá que não é preciso se sentir temeroso diante do tratamento.


Quer conhecer a fundo essa condição e como é feita a intervenção cirúrgica? Então, prossiga com a leitura! Ao longo desse conteúdo, você descobrirá tudo sobre hérnia inguinal, inclusive, quais são os tipos de intervenções disponíveis. Vamos lá?


O que é hérnia inguinal?


Essa patologia acontece quando o tecido na região inguinal, próximo a virilha, enfraquece e permite a passagem de órgãos e/ou gordura através do defeito na região. Vale destacar que esse é o tipo mais comum de hérnia abdominal.


Se não tratada, ela pode encarcerar, ou seja, o conteúdo de hérnia pode ficar preso no orifício. Ou até mesmo estrangular, faltando irrigação sanguínea no local.


Sintomas


Em alguns casos a hérnia inguinal pode ser imperceptível e até mesmo assintomática. Entretanto, há situações em que a doença provoca uma série de sintomas como dores na virilha, abaulamento no local e até náuseas em casos de encarceramento.


Também é comum sentir desconfortos na região ao efetuar atividades de impacto, durante o levantamento de peso e até mesmo
nas relações sexuais.


Principais causas


As principais causas da hérnia inguinal podem ser genéticas ou provocadas por doenças crônicas e hábitos nocivos. 


Os fatores de risco mais comuns são:


  • Constipação ou tosse crônica;
  • Sobrepeso;
  • Dificuldade de urinar;
  • Tabagismo;
  • Atletas e pessoas que costumam levantar muito peso ou realizar atividades de alto impacto.


Além disso, vale destacar que a patologia é mais comum no sexo masculino e em idosos. 


Como é a cirurgia de hérnia inguinal?


Não existe tratamento clínico para resolver hérnia inguinal, ou seja, é preciso realizar cirurgia para corrigir o problema. 


Se você foi diagnosticado com hérnia inguinal, o ideal é procurar o tratamento médico o quanto antes, realizar os exames pré-operatórios e agendar a operação.


Isso porque, em casos de encarceramento ou estrangulamento, a cirurgia deverá ser realizada em caráter de emergência. 

A intervenção é considerada simples e de baixo risco. Inclusive, é possível receber alta no mesmo dia do procedimento.


Tipos de cirurgia


A intervenção cirúrgica pode ser feita via videolaparoscopia, robô ou pela técnica aberta. É o médico quem vai orientar e sugerir qual o melhor tipo, conforme a avaliação e perfil do paciente.


Por serem mais modernas, as técnicas por robô e videolaparoscopia
são as mais comuns atualmente. Além disso, operações desse tipo deixam cicatrizes mínimas e promovem uma recuperação mais rápida que o procedimento tradicional (via aberta).


As intervenções são minimamente invasivas e envolvem pequenas incisões na região do abdômen. A partir dos orifícios, o cirurgião
realoca os órgãos e insere uma tela para tampar o defeito da hérnia e evitar que ela volte a se formar.


Pré-operatório


O diagnóstico da hérnia inguinal é clínico, porém pode ser necessária uma ultrassonografia da região para confirmação e avaliação mais precisa dos dois lados.  Os demais exames pós operatórios vão ser realizados a depender da idade e das comorbidades do paciente e podem incluir:


  • Exames de sangue; 
  • Eletrocardiograma;
  • Raio-x do tórax.


Recuperação pós-cirurgia


O tempo de recuperação da cirurgia de hérnia inguinal costuma ser rápido. Porém, não é possível fixar um prazo, já que ele depende da avaliação médica, do tipo de cirurgia e do perfil do paciente.


Em intervenções minimamente invasivas (robótica ou via videolaparoscopia), nos primeiros 7 dias, é orientado que o paciente pratique repouso relativo e não faça esforços físicos.


Diante da ausência de inchaço e dores, é possível retomar gradativamente às atividades do cotidiano.


Dentro de quinze dias, é liberada a retomada da vida sexual e é necessário apenas um mês para retomar exercícios de maior impacto, como musculação.


Não há a necessidade de adotar uma dieta específica após o procedimento. Entretanto, tenha em mente que seguir um cardápio nutritivo e saudável ajuda na manutenção do peso, o que é válido para evitar o retorno ou surgimento de novas hérnias inguinais.


Entre os homens, é comum sentir desconfortos na região da virilha e sensibilidade no testículo e/ou na bolsa escrotal, após a operação. Se o local inchar ou adquirir uma coloração roxa, o médico costuma indicar o uso de compressas por alguns dias. 


Em todos os casos, é indispensável realizar o acompanhamento médico após a cirurgia. Se houver dores ou desconfortos, não espere o retorno e procure imediatamente um especialista da área.


Procure um especialista!


Caso esteja sentindo dores, desconfortos, inchaços ou protuberâncias na região da virilha, é importante passar por uma avaliação médica.


A Dra. Beatriz Azevedo possui experiência em hérnias abdominais e pode ajudar você a obter um diagnóstico preciso, além de indicar qual o melhor tratamento a ser adotado.
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