O HPV – sigla para Papilomavírus Humano – é um tipo de vírus que infecta a pele e as mucosas.. Existem centenas de tipos de HPV, que podem acometer a área genital, anorretal ou oral. Alguns deles são oncogênicos, ou seja, têm potencial de induzir o aparecimento de câncer.

Neste artigo, vamos explicar com mais detalhes sobre a infecção pelo HPV e como o vírus está relacionado ao desenvolvimento de câncer. Entenda a seguir!

HPV: o Papilomavírus Humano

A infecção pelo HPV pode ser totalmente assintomatica ou causar o aparecimento de verrugas na região genital e anal, chamadas de condilomas. Essas lesões com aparência de verruga também podem ocorrer no interior do canal anal e nas regiões próximas, como períneo, nádegas e virilhas.

Uma pessoa pode ser contaminada pelo vírus HPV por meio de contato íntimo e direto com a área infectada de outra pessoa. Como a principal forma de transmissão é pela via sexual, o HPV é considerado uma infecção sexualmente transmissível.

Vale lembrar que o contágio pode acontecer sem penetração vaginal ou anal, podendo ocorrer também por contatos oral-genital, manual-genital ou genital-genital.

A maioria das pessoas com HPV são assintomáticas. E muitas vezes a infecção é transitória, desaparecendo espontaneamente.

Além disso, é comum que o vírus não produza qualquer lesão, podendo ficar latente durante meses ou até anos, de modo que a pessoa não manifesta sinais ou apresenta apenas manifestações microscópicas e, portanto, não visíveis a olho nu.

O aparecimento das verrugas acontece mais frequentemente quando há uma queda de resistência do organismo. Essas lesões podem ser de vários formatos (planas ou elevadas), únicas ou numerosas e de diferentes tamanhos. Também pode haver coceira e sangramento.

As verrugas geralmente estão relacionadas a tipos de HPV não cancerígenos. Já as lesões subclínicas e microscópicas podem ser causadas tanto por subtipos de baixo quanto de alto potencial cancerígeno.

Qual a relação entre HPV e câncer?

Como visto, alguns tipos de HPV podem estar relacionados ao desenvolvimento de câncer. Eles podem acometer a região anal e genital, como pênis, períneo, bolsa escrotal, região pubiana, vulva, vagina e colo do útero.

Geralmente, o subtipo viral oncogênico está ligado aos casos em que a infecção é persistente, ou seja, que não regride de forma espontânea como na maioria das vezes.

Nesses casos, lesões precursoras podem se desenvolver e, quando não devidamente diagnosticadas e tratadas, podem crescer e evoluir para o câncer.

Dos mais de 150 subtipos de HPV existentes, cerca de 40 acometem a região ano-genital. E aproximadamente 13 tipos estão associados à possibilidade de se tornar câncer.

Dentre os tipos de HPV que têm elevado risco oncogênico, estão os tipos 16 e 18, que estão relacionados a uma grande parte dos cânceres de colo do útero. Alguns subtipos do vírus também apresentam clara relação com o surgimento de câncer do ânus.

Por isso, é fundamental realizar os exames preventivos para identificar lesões precursoras ou células anormais que podem progredir para o estágio cancerígeno. Ao detectar precocemente essas alterações, é possível tratar e evitar o quadro oncológico.

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames clínicos e laboratoriais, como citopatologia, colposcopia, peniscopia e anuscopia. As biopsias e o exame histopatológico também podem ser necessários para averiguar se as lesões são benignas ou malignas.

Portanto, é fundamental consultar um especialista para acompanhamento do quadro. Lembre-se também de que a infecção por HPV afeta não apenas os órgãos genitais, mas também a região anorretal. Por isso, a consulta com um coloproctologista é fundamental para garantir o diagnóstico e o tratamento mais adequados.

Para mais informações sobre cuidados com a saúde, acompanhe a nossa Central Educativa!

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