A síndrome do intestino irritável é uma condição clínica caracterizada por um conjunto de sintomas abdominais, como dor ou desconforto, diarreia, distensão, sensação de gases, má digestão e constipação.

Contudo, não há qualquer alteração, estrutural ou bioquímica, identificável na síndrome do intestino irritável. Além disso, muitas vezes, a condição pode ser confundida com outros quadros, como intolerância à lactose.

Portanto, para esclarecer o assunto, vamos explicar, neste artigo, o que é a síndrome do intestino irritável e por que ela acontece. Entenda a seguir!

O que é Síndrome do Intestino Irritável (SII)?

A síndrome do intestino irritável é um distúrbio de funcionamento do intestino, sem a presença de anormalidades estruturais ou bioquímicas nos exames laboratoriais ou de imagem.

O paciente com essa condição costuma apresentar sintomas como:

  • dor ou desconforto abdominal recorrentes;
  • distensão abdominal;
  • sensação de estufamento abdominal;
  • flatulências;
  • cólicas;
  • alteração no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre);
  • urgência evacuatória;
  • sensação de esvaziamento incompleto após evacuação.

A diarreia e a prisão de ventre  normalmente ocorrem por período prolongado de tempo, às vezes, por semanas consecutivas ou intercaladas com períodos de melhora. Ainda, muitos pacientes com essa síndrome apresentam períodos alternados de diarreia e constipação.

Vale mencionar também que os sintomas da síndrome do intestino irritável podem persistir durante meses, afetando significativamente o bem-estar e a qualidade de vida do paciente.

Também deve-se ter em mente que esses sintomas podem ser muito semelhantes aos de outros quadros clínicos do trato gastrointestinal – como intolerância à lactose, parasitoses intestinais, entre outros  – o que faz a SII, muitas vezes, ser confundida com outras doenças.

E, se o paciente apresentar sinais associados – como sangramentos, febre, desidratação, desnutrição ou perda de peso -, saiba que isso pode sugerir  doenças digestivas mais sérias, já que esses sintomas não fazem parte da síndrome do intestino irritável.

Por isso, na presença de qualquer alteração, é de extrema importância buscar um acompanhamento médico para a obtenção do diagnóstico correto.

Por que a SII acontece?

As causas da síndrome do intestino irritável são desconhecidas. Porém, existem alguns fatores que são comumente associados a esse quadro, que podem acarretar ou agravar os sintomas. Os principais deles são:

  • maior sensibilidade a determinados alimentos;
  • condições psicossomáticas, como estresse, ansiedade e depressão;
  • motilidade anormal do intestino, o que gera contrações exageradas;
  • altos níveis de neurotransmissores como a serotonina no intestino grosso e no sangue.

É importante lembrar que o fator emocional é um dos grandes responsáveis por desencadear os sintomas da síndrome do intestino irritável. Inclusive, quando o paciente passa por um período de grande estresse ou ansiedade, é comum haver um agravamento do quadro.

Dessa forma, alguns cuidados com o estilo de vida são fundamentais para amenizar os sintomas. Buscar formas de lidar com o aspecto emocional para reduzir o estresse, fazer psicoterapia e praticar atividade física, por exemplo, podem ajudar o paciente com a síndrome do intestino irritável.

Terapias alternativas como acupuntura, florais, prática de meditação e Yoga demonstram bons resultados no controle dos sintomas.

Além disso, também é importante passar por uma reeducação alimentar. O paciente deve observar quais são os alimentos que tendem a prejudicar o bom funcionamento do seu intestino e que podem estar desencadeando os sintomas. Normalmente, é recomendável evitar:

  • alimentos gordurosos;
  • cafeína;
  • álcool;
  • alimentos industrializados ou ultraprocessados;
  • alimentos que geram gases.

Por fim, vale destacar que a síndrome do intestino irritável não é uma condição grave ou que possa acarretar grandes complicações para a saúde do paciente. No entanto, a qualidade de vida pode ser bastante afetada.

Inclusive, saber que não há nenhuma doença grave não diagnosticada, muitas vezes, é a chave para a melhora das queixas..

Assim, na presença de algum desses sintomas, não deixe de consultar um especialista para analisar o quadro e indicar o tratamento mais adequado. E, para mais informações, acompanhe a nossa Central Educativa!

Dra. Beatriz Azevedo

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